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Colheita florestal de biomassa mecanizada será destaque na 9ª edição do Dia de Campo do Eucalipto

A 9ª edição do Dia de Campo do Eucalipto, promovida pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu, terá como destaque, este ano, a colheita florestal de biomassa mecanizada. Para Saulo Guerra, um dos professores que coordenam o Dia de Campo, a expectativa é reunir cerca de mil participantes, entre produtores rurais, empresários, pesquisadores, engenheiros florestais, agrônomos, técnicos e estudantes.

O tradicional Dia de Campo do Eucalipto será realizado na Fazenda Experimental Lageado, no Campus de Botucatu, nos dias 29 e 30 de outubro. Segundo o professor Saulo Guerra, o objetivo é trazer o público da região centro-oeste do Estado de São Paulo. Serão apresentadas todas as operações de campo, começando pelo preparo de solo e plantio, adubação, calagem ou gessagem, aplicação de herbicidas, formicidas, monitoramento de pragas e doenças, inventário florestal nos cultivos entre dois e seis anos, colheita mecanizada, movimentação florestal, desbrota, avaliação de áreas de uso múltiplo com um ano de idade, colheita de biomassa florestal, avaliação de plantios adensados para fins energéticos, oficina de plantios de árvores nativas e combate a incêndios.

De acordo com o professor e coordenador Saulo Guerra, este ano será utilizado uma colheitadeira de biomassa florestal – uma máquina que derruba, corta, tritura o eucalipto em cavaco de forma dinâmica. “Será a primeira vez que faremos este experimento na América Latina. Faremos todo o processamento no campo. Também daremos ênfase ao inventário florestal, mostrando que esta atividade não serve apenas para quantificar o plantio, e sim para fazer intervenções silviculturais que garantam maior produtividade e maximização do lucro”, destaca Saulo Guerra.

O Dia de Campo consistirá em apresentações sobre a cultura do eucalipto e a parte prática, com o plantio de um hectare e a utilização de todos os insumos necessários, além do acompanhamento da cultura com um, dois, três, quatro, cinco, seis e sete anos de idade e as práticas culturais envolvidas, o que inclui a colheita da área plantada anteriormente. “Ano passado, tivemos a participação de aproximadamente 530 pessoas, sendo 30% do público formados por produtores (fomentados, independentes, técnicos de empresas florestais e viveiristas), potenciais novos produtores e representantes de empresas florestais. Este ano, esperamos a participação de mil pessoas, entre estudantes e produtores” detalha Saulo Guerra. A 9ª edição do Dia de Campo terá parceiros como o grupo Multifloresta e o Painel Florestal, além da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

Por: Painel Florestal - Elias Luz